Tuesday, September 13, 2005
"Although that has been forestalled for the reasons we have discussed, that does not mean it will not come. Usually, when inevitable reactions are prolonged, they are worse than if they would have just been allowed to unfold as they should have. In other words, what could have been a milder downturn in the economy is now likely to be significantly worse as the effects of the measures taken to stall the original condition contribute to the worsening of the now evolving condition. "
Sobre o protecionismo,
Tiago
Tuesday, September 06, 2005
Inovação para além do ID
Caros Incógnitos, agradeço desde já a “bênção” que me foi concedida de participar neste blog eatrevo-me a baptizar a minha intervenção, com um tema muito em voga nos dias de hoje, aproveitando para esclarecer uma questão que me é colocada diariamente sobre as diferenças entre Inovação e Investigação e Desenvolvimento.
Segundo o Livro Verde para a Inovação da Comissão Europeia, o conceito de Inovação pode ser entendido como a renovação e alargamento da gama de produtos e serviços e dos mercados associados; a criação de novos métodos de produção, de aprovisionamento e de distribuição; a introdução de alterações na gestão, na organização do trabalho e nas condições de trabalho, bem como nas qualificações dos trabalhadores.
Em anos recentes, a competitividade das empresas foi, em grande medida, ditada pela sua capacidade de reduzirem os custos nas suas actividades e apresentarem qualidade nos seus produtos e serviços, ou seja, pela capacidade de operarem de forma eficiente e com qualidade. Actualmente, em resultado da crescente globalização e da generalização do acesso à informação, as diferenças nas estratégias adoptadas pelas empresas e nos factores produtivos por elas empregues tendem a esbater-se à escala mundial, diminuindo, assim, a importância da eficiência e da qualidade como factores distintivos, capazes de, só por si, ditarem a competitividade no mercado. Neste cenário, em que o preço assume cada vez maior protagonismo, determinando as escolhas do mercado, colocam-se novos desafios à sobrevivência das empresas.
É neste contexto que surge o conceito de competitividade com base na inovação. A inovação como dimensão estratégica aplicada a todas as valências de uma empresa é a solução que um crescente número de empresas tem adoptado, como resposta aos desafios já referidos. As empresas portuguesas não poderão ignorar esta tendência. Apesar da inovação estar na agenda do dia no universo empresarial, esta realidade ainda não chega a todos.
Na presente intervenção pretendo salientar o papel da inovação na competitividade, através da apresentação de um caso de Boas Práticas de Inovação Empresarial.
Salsa – Inovação na Estratégia de Marketing
Salsa – A Salsa é uma empresa do sector do vestuário criada em 1994 pelos irmãos Vila Nova. Iniciou-se em lojas multimarca e, após bons resultados, passou para próprios e franchisados).
O sector do vestuário nacional tem conhecido profundas alterações ao longo dos últimos anos, decorrentes da necessidade de resposta aos desafios colocados, quer pela entrada no mercado interno de fortes marcas internacionais quer pela proliferação de produtos oriundos, de países asiáticos e do leste Europeu, os quais colocam uma pressão acrescida sobre a estrutura de custos das empresas nacionais.
É neste contexto que algumas empresas nacionais, como a Salsa, têm vindo a desenvolver iniciativas que visam a implementação do conceito de marca nacional e o desenvolvimento de sólidas estratégias de internacionalização, que permitam reforçar a sua competitividade no mercado interno e, ao mesmo tempo, reforçar a sua presença nos mercados internacionais.
Neste enquadramento e a par de iniciativas mais tradicionais – como o envio de catálogos com as novas colecções, de cartões de natal/aniversário e de vouchers para utilização nas lojas – a Salsa passou a apostar em iniciativas de comunicação mais interactivas, originais e pioneiras no sector, tais como:
- A promoção de concursos interactivos através de SMS, que consistem em perguntas/respostas a enviar/receber pelos clientes, sendo as respostas correctas e respectivos vencedores divulgados no dia seguinte ao da realização do concurso, através da rádio ou televisão;
- A criação de um sítio electrónico interactivo, que permite o acesso à mais variada informação acerca da empresa e dos seus produtos, permitindo ainda o pedido de catálogos e oferecendo conselhos relativos a lavagem, tecidos, nódoas, etc;
A realização de diversos eventos, que têm como suporte meios de comunicação com uma grande audiência juvenil, entre eles a Rádio Cidade e a SIC Radical.
Riscos e Dificuldades
- Possibilidade de as empresas da concorrência lançarem no mercado iniciativas semelhantes ou melhoradas, o que poderá produzir um efeito duplamente negativo: por um lado, neutralizam o carácter inovador e original das iniciativas da Salsa (e os benefícios daí decorrentes) e, por outro, saturam o mercado;
- Necessidade de um considerável esforço de investimento em capital humano e financeiro
- Relativo grau de incerteza no nível de resposta do mercado e no correspondente prazo de retorno do investimento.
Benefícios
- Promoção de um diálogo activo e contínuo com o mercado;
- Recolha de informações sobre as necessidades latentes dos consumidores;
- Identificação facilitada das tendências de moda emergentes;
- Maior personalização do serviço prestado e consequente satisfação das suas necessidades de consumo;
- Maior fidelização dos clientes;
- Identificação de novas oportunidades de negócio;
- Alargamento da base de dados de clientes e do potencial mercado alvo;
- Reforço da posição no mercado;
- Reforço da imagem da marca.
Conclusão
Conforme pretendi apresentar, constata-se que a inovação empresarial vai muito mais além da esfera da Investigação e Desenvolvimento Tecnológico. Inovação é um conceito alargado, que incide também na organização e nos processos, abrangendo novas formas de organizar o trabalho em domínios como a gestão, a distribuição, a produção, ou o marketing.
Terei todo o gosto em apresentar e discutir outros Casos de Inovação Empresarial da qual tenho conhecimento directo, agradecendo, desde já as vossas indicações sobre outros casos de sucesso que conheçam.
pimentinha@lx
Segundo o Livro Verde para a Inovação da Comissão Europeia, o conceito de Inovação pode ser entendido como a renovação e alargamento da gama de produtos e serviços e dos mercados associados; a criação de novos métodos de produção, de aprovisionamento e de distribuição; a introdução de alterações na gestão, na organização do trabalho e nas condições de trabalho, bem como nas qualificações dos trabalhadores.
Em anos recentes, a competitividade das empresas foi, em grande medida, ditada pela sua capacidade de reduzirem os custos nas suas actividades e apresentarem qualidade nos seus produtos e serviços, ou seja, pela capacidade de operarem de forma eficiente e com qualidade. Actualmente, em resultado da crescente globalização e da generalização do acesso à informação, as diferenças nas estratégias adoptadas pelas empresas e nos factores produtivos por elas empregues tendem a esbater-se à escala mundial, diminuindo, assim, a importância da eficiência e da qualidade como factores distintivos, capazes de, só por si, ditarem a competitividade no mercado. Neste cenário, em que o preço assume cada vez maior protagonismo, determinando as escolhas do mercado, colocam-se novos desafios à sobrevivência das empresas.
É neste contexto que surge o conceito de competitividade com base na inovação. A inovação como dimensão estratégica aplicada a todas as valências de uma empresa é a solução que um crescente número de empresas tem adoptado, como resposta aos desafios já referidos. As empresas portuguesas não poderão ignorar esta tendência. Apesar da inovação estar na agenda do dia no universo empresarial, esta realidade ainda não chega a todos.
Na presente intervenção pretendo salientar o papel da inovação na competitividade, através da apresentação de um caso de Boas Práticas de Inovação Empresarial.
Salsa – Inovação na Estratégia de Marketing
Salsa – A Salsa é uma empresa do sector do vestuário criada em 1994 pelos irmãos Vila Nova. Iniciou-se em lojas multimarca e, após bons resultados, passou para próprios e franchisados).
O sector do vestuário nacional tem conhecido profundas alterações ao longo dos últimos anos, decorrentes da necessidade de resposta aos desafios colocados, quer pela entrada no mercado interno de fortes marcas internacionais quer pela proliferação de produtos oriundos, de países asiáticos e do leste Europeu, os quais colocam uma pressão acrescida sobre a estrutura de custos das empresas nacionais.
É neste contexto que algumas empresas nacionais, como a Salsa, têm vindo a desenvolver iniciativas que visam a implementação do conceito de marca nacional e o desenvolvimento de sólidas estratégias de internacionalização, que permitam reforçar a sua competitividade no mercado interno e, ao mesmo tempo, reforçar a sua presença nos mercados internacionais.
Neste enquadramento e a par de iniciativas mais tradicionais – como o envio de catálogos com as novas colecções, de cartões de natal/aniversário e de vouchers para utilização nas lojas – a Salsa passou a apostar em iniciativas de comunicação mais interactivas, originais e pioneiras no sector, tais como:
- A promoção de concursos interactivos através de SMS, que consistem em perguntas/respostas a enviar/receber pelos clientes, sendo as respostas correctas e respectivos vencedores divulgados no dia seguinte ao da realização do concurso, através da rádio ou televisão;
- A criação de um sítio electrónico interactivo, que permite o acesso à mais variada informação acerca da empresa e dos seus produtos, permitindo ainda o pedido de catálogos e oferecendo conselhos relativos a lavagem, tecidos, nódoas, etc;
A realização de diversos eventos, que têm como suporte meios de comunicação com uma grande audiência juvenil, entre eles a Rádio Cidade e a SIC Radical.
Riscos e Dificuldades
- Possibilidade de as empresas da concorrência lançarem no mercado iniciativas semelhantes ou melhoradas, o que poderá produzir um efeito duplamente negativo: por um lado, neutralizam o carácter inovador e original das iniciativas da Salsa (e os benefícios daí decorrentes) e, por outro, saturam o mercado;
- Necessidade de um considerável esforço de investimento em capital humano e financeiro
- Relativo grau de incerteza no nível de resposta do mercado e no correspondente prazo de retorno do investimento.
Benefícios
- Promoção de um diálogo activo e contínuo com o mercado;
- Recolha de informações sobre as necessidades latentes dos consumidores;
- Identificação facilitada das tendências de moda emergentes;
- Maior personalização do serviço prestado e consequente satisfação das suas necessidades de consumo;
- Maior fidelização dos clientes;
- Identificação de novas oportunidades de negócio;
- Alargamento da base de dados de clientes e do potencial mercado alvo;
- Reforço da posição no mercado;
- Reforço da imagem da marca.
Conclusão
Conforme pretendi apresentar, constata-se que a inovação empresarial vai muito mais além da esfera da Investigação e Desenvolvimento Tecnológico. Inovação é um conceito alargado, que incide também na organização e nos processos, abrangendo novas formas de organizar o trabalho em domínios como a gestão, a distribuição, a produção, ou o marketing.
Terei todo o gosto em apresentar e discutir outros Casos de Inovação Empresarial da qual tenho conhecimento directo, agradecendo, desde já as vossas indicações sobre outros casos de sucesso que conheçam.
pimentinha@lx
Dúvidas e propostas ambientalistas
Sobre o tema do último post e sobre os comments escritos:
É muito interessante começar a aprender no Blog, i.e., retirar algumas ideias e valores para além diletar indefinidamente sobre ciência política. Fiquei espantado ao ler que quem "paga" o valor de recuperação de resíduos são os produtores dos mesmos, pensava que seriam as sociedades/empresas de reciclagem que o faziam de acordo as suas necessidades e vendas de produtos reciclados (papel, vidro, etc...) às indústrias que os consomem.
Neste sistema os pagamentos funcionam como uma taxa sobre os produtores de resíduos e isto não me parece muito sustentável pois não incentiva ganhos na indústria de reciclagem e por isso o aparecimento de uma indústria de reciclagem competitiva (os preços estão fixos e os volumes são decrescentes com o aparecimento de novas tecnologias). A não ser que existam duas fontes de receitas paralelas e que as empresas de reciclagem recolham receitas nos clientes (via vendas) e nos produtores (via taxa). Peço a uma das pessoas que estão mais por dentro deste problema que me digam se isto acontece.
Sobre outro problema ambiental, os fogos florestais:
Depois de ter combatido (talvez inocentemente) a ideia de "indústria dos fogos", defendida pelo José Maria Castro Lemos no jantar em casa da Leonor, tive que voltar para o Gerês pela A3.
Quando fiz a viagem para VN Cerveira nessa tarde (18H da tarde) não vi nenhum fogo nesta estrada que atravessa o Minho mas quando voltei para o Gerês, às três da manha, estavam não menos de 5 fogos a arder. Por muito que queira acreditar que as pessoas não incendeiam por desporto e que o objectivo lucro não deverá levar nenhuma pessoa sã a arriscar uma acção tão irresponsável e hedionda como começar um fogo, estes fogos levam-me a voltar a pensar existência da "indústria do fogo".
Continuo a dizer que os grandes culpados do que está a acontecer são as alterações climáticas que o nosso país e o mundo estão a atravessar (e que a recente seca tornou bastante evidentes) e a negligência de pessoas (os fumadores são os primeiros culpados como prova qualquer mapa de fogos e o actual estado das bermas da A1). No entanto, a pergunta, que entretanto fui levantando, foi sobre qual seria o papel de uma suposta "indústria do fogo" e do estado, no conjunto de incêndios não acidentais que acontecem todos os anos. Não estou a falar dos incontroláveis pirómanos que, por serem pessoas com problemas mentais, não são previsíveis ou susceptíveis de ser indentificados preventivamente mas sim dos fogos intencionais postos por agentes económicos interessados nos mesmos.
O JMCL levantou a suspeita sobre dois grupos: as papeleiras e as forças de combates aos incêndios (empresas que alugam os meios de combate aos incêndios, bombeiros voluntários e vigias remunerados). O JMCL não quis dizer que todas estas entidades ou membros que as constituem são corruptos/criminosos e, em tudo o que aqui fica escrito, assumo o mesmo pressuposto.
Quanto às Papeleiras e a possíveis incendiários que estejam ao serviço destas, só a fiscalização e melhor prevenção podem ajudar a que o cenário melhore. Pela sua actuação face à floresta e pelos custos que estas suportam em manter as suas plantações florestais intactas, pela ineficiência da recolha de árvores ardidas e pela fraca qualidade das mesmas na produção de papel dúvido que esta actividade seja significativa.
Quanto à "indústria de fogos" que se auto-financia criando fogos que terá que apagar e cuja remuneração está indexada ao volume de fogos existentes/apagados todo o sistema pode, de facto, ser posto em causa.
O problema contitui um conflito claro de interesses: o interesse económico que permite a subsistência das entidades e o interesse público que consiste em reduzir o número de fogos.
Neste momento, as receitas (e consequentemente a subsistência) destas entidades são directamente proporcionais à quantidade de fogos a apagar, isto é um erro crasso (mesmo assim não deveria produzir criminalidade).
Como resolver o problema?
O Governo PS anunciou, esta semana a criação de uma frota permanente (integrada na GNR) de meios aérios de combate a incêndios (Canadairs e afins). Esta solução resolve o problema do conflito de interesse à custa do orçamento de estado. Normalmente seria violentamente contra uma solução que sobrecarrega, ad eternum, o estado e que não pôe o sector privado a trabalhar de uma forma eficiente. Serei sempre, por princípio, contra este tipo de soluções.
No entanto não consigo resolver o problema, via sector privado, porque as variáveis que condicionam o aparecimento de incêndios são incontroláveis. Se por um lado seria fácil inverter a situação de pagamento por incêndio "acorrido" ao criar um sistema em que a medida de sucesso está relacionada com o não aparecimento e/ou velocidade de controle de incêndio, por outro lado não sei com é que um sistema deste tipo seria implementável uma vez que o número, intensidade e distribuição geográfica dos fogos é imprevisível.
Como não tenho conhecimentos suficientes para estruturar uma solução deste tipo (sistema de pagamento por não aparecimento ou rápido controle de fogos) não consigo chegar a uma solução ideal onde o sector privado seja usado e responsabilizado e onde não existam incentivos a comportamentos corruptos e criminosos - resolução do conflito de interesses descrito através da inversão do actual sistema avaliação e pagamento dos meios privados contratados.
Continuo a pensar que uma solução que um cria um sistema deste tipo seria ainda mais eficiente que a de compra de uma frota pelo estado Português mas como sou incapaz de propor uma melhor não condeno a mesma. Estou convencido que se um grupo de pessoas, com conhecimemtos científicos, se juntasse para pensar sobre este problema, encontrariam uma solução para avaliar/pagar a entidades privadas pela prevenção/combate aos incêndios. Por ser privada e concorrencial esta solução seria sempre mais eficiente que a implementada agora pelo Governo.
Em resumo, penso que este ainda é um problema marginal no conjunto das causas dos fogos mas que deve ser tratado rapidamente. Uma solução ideal passaria por uma utilização do sector privado mas deverá ser o estado, enquanto pagador de um serviço, que deverá definir um modelo pelo qual compra o melhor serviço possível e evita este tipo de conflitos de interesse.
A fiscalização é importante mas penso que é impossível fiscalizar todo o país. É bastante mais eficaz eliminar as causas criminosas, i.e, não remunerar o crime.
É muito interessante começar a aprender no Blog, i.e., retirar algumas ideias e valores para além diletar indefinidamente sobre ciência política. Fiquei espantado ao ler que quem "paga" o valor de recuperação de resíduos são os produtores dos mesmos, pensava que seriam as sociedades/empresas de reciclagem que o faziam de acordo as suas necessidades e vendas de produtos reciclados (papel, vidro, etc...) às indústrias que os consomem.
Neste sistema os pagamentos funcionam como uma taxa sobre os produtores de resíduos e isto não me parece muito sustentável pois não incentiva ganhos na indústria de reciclagem e por isso o aparecimento de uma indústria de reciclagem competitiva (os preços estão fixos e os volumes são decrescentes com o aparecimento de novas tecnologias). A não ser que existam duas fontes de receitas paralelas e que as empresas de reciclagem recolham receitas nos clientes (via vendas) e nos produtores (via taxa). Peço a uma das pessoas que estão mais por dentro deste problema que me digam se isto acontece.
Sobre outro problema ambiental, os fogos florestais:
Depois de ter combatido (talvez inocentemente) a ideia de "indústria dos fogos", defendida pelo José Maria Castro Lemos no jantar em casa da Leonor, tive que voltar para o Gerês pela A3.
Quando fiz a viagem para VN Cerveira nessa tarde (18H da tarde) não vi nenhum fogo nesta estrada que atravessa o Minho mas quando voltei para o Gerês, às três da manha, estavam não menos de 5 fogos a arder. Por muito que queira acreditar que as pessoas não incendeiam por desporto e que o objectivo lucro não deverá levar nenhuma pessoa sã a arriscar uma acção tão irresponsável e hedionda como começar um fogo, estes fogos levam-me a voltar a pensar existência da "indústria do fogo".
Continuo a dizer que os grandes culpados do que está a acontecer são as alterações climáticas que o nosso país e o mundo estão a atravessar (e que a recente seca tornou bastante evidentes) e a negligência de pessoas (os fumadores são os primeiros culpados como prova qualquer mapa de fogos e o actual estado das bermas da A1). No entanto, a pergunta, que entretanto fui levantando, foi sobre qual seria o papel de uma suposta "indústria do fogo" e do estado, no conjunto de incêndios não acidentais que acontecem todos os anos. Não estou a falar dos incontroláveis pirómanos que, por serem pessoas com problemas mentais, não são previsíveis ou susceptíveis de ser indentificados preventivamente mas sim dos fogos intencionais postos por agentes económicos interessados nos mesmos.
O JMCL levantou a suspeita sobre dois grupos: as papeleiras e as forças de combates aos incêndios (empresas que alugam os meios de combate aos incêndios, bombeiros voluntários e vigias remunerados). O JMCL não quis dizer que todas estas entidades ou membros que as constituem são corruptos/criminosos e, em tudo o que aqui fica escrito, assumo o mesmo pressuposto.
Quanto às Papeleiras e a possíveis incendiários que estejam ao serviço destas, só a fiscalização e melhor prevenção podem ajudar a que o cenário melhore. Pela sua actuação face à floresta e pelos custos que estas suportam em manter as suas plantações florestais intactas, pela ineficiência da recolha de árvores ardidas e pela fraca qualidade das mesmas na produção de papel dúvido que esta actividade seja significativa.
Quanto à "indústria de fogos" que se auto-financia criando fogos que terá que apagar e cuja remuneração está indexada ao volume de fogos existentes/apagados todo o sistema pode, de facto, ser posto em causa.
O problema contitui um conflito claro de interesses: o interesse económico que permite a subsistência das entidades e o interesse público que consiste em reduzir o número de fogos.
Neste momento, as receitas (e consequentemente a subsistência) destas entidades são directamente proporcionais à quantidade de fogos a apagar, isto é um erro crasso (mesmo assim não deveria produzir criminalidade).
Como resolver o problema?
O Governo PS anunciou, esta semana a criação de uma frota permanente (integrada na GNR) de meios aérios de combate a incêndios (Canadairs e afins). Esta solução resolve o problema do conflito de interesse à custa do orçamento de estado. Normalmente seria violentamente contra uma solução que sobrecarrega, ad eternum, o estado e que não pôe o sector privado a trabalhar de uma forma eficiente. Serei sempre, por princípio, contra este tipo de soluções.
No entanto não consigo resolver o problema, via sector privado, porque as variáveis que condicionam o aparecimento de incêndios são incontroláveis. Se por um lado seria fácil inverter a situação de pagamento por incêndio "acorrido" ao criar um sistema em que a medida de sucesso está relacionada com o não aparecimento e/ou velocidade de controle de incêndio, por outro lado não sei com é que um sistema deste tipo seria implementável uma vez que o número, intensidade e distribuição geográfica dos fogos é imprevisível.
Como não tenho conhecimentos suficientes para estruturar uma solução deste tipo (sistema de pagamento por não aparecimento ou rápido controle de fogos) não consigo chegar a uma solução ideal onde o sector privado seja usado e responsabilizado e onde não existam incentivos a comportamentos corruptos e criminosos - resolução do conflito de interesses descrito através da inversão do actual sistema avaliação e pagamento dos meios privados contratados.
Continuo a pensar que uma solução que um cria um sistema deste tipo seria ainda mais eficiente que a de compra de uma frota pelo estado Português mas como sou incapaz de propor uma melhor não condeno a mesma. Estou convencido que se um grupo de pessoas, com conhecimemtos científicos, se juntasse para pensar sobre este problema, encontrariam uma solução para avaliar/pagar a entidades privadas pela prevenção/combate aos incêndios. Por ser privada e concorrencial esta solução seria sempre mais eficiente que a implementada agora pelo Governo.
Em resumo, penso que este ainda é um problema marginal no conjunto das causas dos fogos mas que deve ser tratado rapidamente. Uma solução ideal passaria por uma utilização do sector privado mas deverá ser o estado, enquanto pagador de um serviço, que deverá definir um modelo pelo qual compra o melhor serviço possível e evita este tipo de conflitos de interesse.
A fiscalização é importante mas penso que é impossível fiscalizar todo o país. É bastante mais eficaz eliminar as causas criminosas, i.e, não remunerar o crime.
Tiago
Thursday, August 11, 2005
Uma Ideia ambientalista
Depois de ter exercitado o centenário habito Português de dizer mal do panorama político queria deixar uma ideia:
Não vos parece razoável que as grandes empresas, que têm escritórios com dezenas de pessoas, sejam obrigadas a contribuir para uma maior qualidade ambiente simplesmente ao entregar o papel deitado fora a uma sociedade do tipo da Ponto Verde?
Não conheço a percentagem de lixo de uma cidade que é residencial e que parte é "industrial" mas parece-me evidente que existe uma quantidade absurda de papel (por exemplo) que seria facilmente reciclada se existissem nestas empresas sistemas de recolha.
Os volumes são enormes e muito concentrados, por isso deveria ser mais fácil criar um sistema de recolha de lixos recicláveis capaz de cobrir uma zona de escritórios com grande eficiência.
Penso que esta iniciativa seria bastante mais eficiente que a da sociedade Ponto Verde porque obteria um maior volume de recicláveis por percurso.
Já agora, alguém sabe qual é o modelo de receitas da sociedade Ponto Verde?
Já viram um sistema de recolha de papel para reciclar em algum escritório?
Se calhar está aqui uma oportunidade de negócio,
Tiago
Não vos parece razoável que as grandes empresas, que têm escritórios com dezenas de pessoas, sejam obrigadas a contribuir para uma maior qualidade ambiente simplesmente ao entregar o papel deitado fora a uma sociedade do tipo da Ponto Verde?
Não conheço a percentagem de lixo de uma cidade que é residencial e que parte é "industrial" mas parece-me evidente que existe uma quantidade absurda de papel (por exemplo) que seria facilmente reciclada se existissem nestas empresas sistemas de recolha.
Os volumes são enormes e muito concentrados, por isso deveria ser mais fácil criar um sistema de recolha de lixos recicláveis capaz de cobrir uma zona de escritórios com grande eficiência.
Penso que esta iniciativa seria bastante mais eficiente que a da sociedade Ponto Verde porque obteria um maior volume de recicláveis por percurso.
Já agora, alguém sabe qual é o modelo de receitas da sociedade Ponto Verde?
Já viram um sistema de recolha de papel para reciclar em algum escritório?
Se calhar está aqui uma oportunidade de negócio,
Tiago
Wednesday, August 10, 2005
Alguns comentários
Depois de mais um intervalo, queria fazer alguns comentários aos posts entretanto escritos. Para ordenar aquilo que penso ter recolhido, vou falar por pontos:
1) Sobre o terrorismo não vou dizer nada de extremamente útil ou revolucionário. O Reino Unido dá exemplos atrás de exemplos sobre como gerir este problema sem criar problemas maiores. Não invade países terceiros, não cria hostilidades religiosas, não se precipita em acusações a grupos antes de investigar, encontra os culpados em colaboração com a população e a população une-se e declara que não se deixará assustar - um exemplo político e social.
Infelizmente estou convicto que este problema está para ficar uma vez que não será possível acabar com a internet, com telefones, com a livre circulação de materias inofensivos mas que poderão gerar armas e com a liberdade pessoal de pensamento e de movimentos. Sabendo isto e sabendo que irão sempre aparecer ditadores e fanáticos, a sociedade tem que se preparar para este tipo de confronto à escala global. Neste cenário, a atitude do U.K., teve o mérito de lidar com um problema gerando coesão nacional em vez de fazer explodir mais extremismos. Penso que é o que se tem que fazer: Bom Senso e vigilância. Muita atenção para que esta atitude não descambar em estados policiais.
2) Sobre o PSD - Sofre do mesmo partidarismo que o PS e o partidarismo, entendido como parasitismo partidário, é o maior cancro das democracias - destrói os méritos do sistema usando o sistema.
Tal como não concebo um Narciso Miranda, uma Fátima Felgueiras ou um Fernando Gomes em qualquer lugar de gestão sério, não gosto de Valentins Loureiros, de Isaltinos Morais ou de Avelinos Ferreira Torres. São igualmente condenáveis as pessoas que, tendo identificado o problema e feito dele uma batalha , não sejam coerentes e façam cedências assim que aparece alguma contestação. A limitação de mandatos é mais um flagrante exemplo de falta de coragem política.
Um outro cancro democrático é o exercício da oposição pela oposição. O congelamento das progressões nas carreiras de funcionários públicos era um acto de interesse nacional porque o crescimento do estado está a fazer-se não só com contratações mas com o aumento do custo dos actualmente contratados. Arriscamo-nos a ter uma função pública envelhecida (por via das restrições à contratação que, esperamos, se vão manter) e paga a peso de ouro uma vez que todos os funcionários são pagos pelos escalões mais altos.
Sabendo isto, o PSD e o CDS deveriam ter viabilizado esta medida. Não percebo porque é que as forças da ordem terão que ser promovidas automaticamente. Esta seria uma medida que não seria extremamente impopular e que pouparia dinheiro ao estado em anos futuros. Adicionalmente reforçaria o impacto das promoções meritocráticas e consequentemente o serviço público.
Sobre o comentário sobre a Direita democrática, não vejo onde é que se ofende a democracia ao acabar com privilégios de algumas classes (as forças de segurança deverão ser forçosamente promovidas porque razão?), tanto quanto sei um dos principios da democracia é todos os cidadão terem direitos e obrigações cívicas iguais.
3) Sobre o PS, penso que a opção pelo Mário Soares foi uma solução em desespero de causa perante a mais que provável candidatura de Cavaco Silva. Agarraram-se ao único candidato que tinham, capaz de fazer frente ao (até Abril) candidato vencedor. Claro que para esta decisão contou o voluntarismo do Dr. Mário Soares cujo ego só suplantado pela sua capacidade de analisar Portugal como se fosse uma criação sua.
Sobre este assunto, a grande preocupação deverá ser sobre se este senhhor conseguirá, através de um discurso populista e fácil voltar a ser presidente. Perante um país que se recusa a fazer sacrifícios, não me custa acreditar que ganhe as eleições aquele que prometer mais "vida fácil".
Sobre a Ota e o TGV Penso que estamos todos de acordo.
Quanto à actuação do governo, tem como principais ministros dois gastadores crónicos (obras públicas e economia) e parece estar a entrar numa fase "Santana" onde cada ministro tem a sua gaffe e a coordenação é pouca. A única coisa em que estes ministros parecem concordar é em realizar os projectos que todo o país rejeita.
4) Sobre o BE, devo dizer que me impressiona o descaramento com que um professor de economia usa argumentos populistas que ele próprio sabe que são baseados em mentiras fáceis. Este senhor aprendeu, oportunisticamente, que ser demagogo compensa e percebeu que para ser entendido pelo povo devemos ter uma conversa tão semelhante quanto possível a uma conversa de paragem de autocarro entre duas senhoras com zero conhecimentos económicos:
"O estado é que devia pagar esta pouca vergonha...eles tiram-nos tudo... a minha doença é culpa do SNS, e do estado..."
Tivemos um momento destes quando este senhor disse, perante um dos muitos cenários de incêndio : " O estado devia assumir as responsabilidade de incentivar o associativismo Florestal e, caso os proprietários florestais não se responsabilizem pela limpeza do terrenos florestais, o estado devia comprar esses terrenos para poder limpá-los e assim evitar fogos".
Não contente com ignorar o problema do défice e atribuir mais responsabilidades ao estado (provavelmete quereria um sovkov florestal), ainda propôe nacionalizações. É ridículo e oportunista demais.
Este cenário político é a antitese do que país precisa e parece que ninguém se preocupa com que o país precisa. Continuo a ver muita gente a querer guardar muitos privilégios incomportáveis.
Tiago
1) Sobre o terrorismo não vou dizer nada de extremamente útil ou revolucionário. O Reino Unido dá exemplos atrás de exemplos sobre como gerir este problema sem criar problemas maiores. Não invade países terceiros, não cria hostilidades religiosas, não se precipita em acusações a grupos antes de investigar, encontra os culpados em colaboração com a população e a população une-se e declara que não se deixará assustar - um exemplo político e social.
Infelizmente estou convicto que este problema está para ficar uma vez que não será possível acabar com a internet, com telefones, com a livre circulação de materias inofensivos mas que poderão gerar armas e com a liberdade pessoal de pensamento e de movimentos. Sabendo isto e sabendo que irão sempre aparecer ditadores e fanáticos, a sociedade tem que se preparar para este tipo de confronto à escala global. Neste cenário, a atitude do U.K., teve o mérito de lidar com um problema gerando coesão nacional em vez de fazer explodir mais extremismos. Penso que é o que se tem que fazer: Bom Senso e vigilância. Muita atenção para que esta atitude não descambar em estados policiais.
2) Sobre o PSD - Sofre do mesmo partidarismo que o PS e o partidarismo, entendido como parasitismo partidário, é o maior cancro das democracias - destrói os méritos do sistema usando o sistema.
Tal como não concebo um Narciso Miranda, uma Fátima Felgueiras ou um Fernando Gomes em qualquer lugar de gestão sério, não gosto de Valentins Loureiros, de Isaltinos Morais ou de Avelinos Ferreira Torres. São igualmente condenáveis as pessoas que, tendo identificado o problema e feito dele uma batalha , não sejam coerentes e façam cedências assim que aparece alguma contestação. A limitação de mandatos é mais um flagrante exemplo de falta de coragem política.
Um outro cancro democrático é o exercício da oposição pela oposição. O congelamento das progressões nas carreiras de funcionários públicos era um acto de interesse nacional porque o crescimento do estado está a fazer-se não só com contratações mas com o aumento do custo dos actualmente contratados. Arriscamo-nos a ter uma função pública envelhecida (por via das restrições à contratação que, esperamos, se vão manter) e paga a peso de ouro uma vez que todos os funcionários são pagos pelos escalões mais altos.
Sabendo isto, o PSD e o CDS deveriam ter viabilizado esta medida. Não percebo porque é que as forças da ordem terão que ser promovidas automaticamente. Esta seria uma medida que não seria extremamente impopular e que pouparia dinheiro ao estado em anos futuros. Adicionalmente reforçaria o impacto das promoções meritocráticas e consequentemente o serviço público.
Sobre o comentário sobre a Direita democrática, não vejo onde é que se ofende a democracia ao acabar com privilégios de algumas classes (as forças de segurança deverão ser forçosamente promovidas porque razão?), tanto quanto sei um dos principios da democracia é todos os cidadão terem direitos e obrigações cívicas iguais.
3) Sobre o PS, penso que a opção pelo Mário Soares foi uma solução em desespero de causa perante a mais que provável candidatura de Cavaco Silva. Agarraram-se ao único candidato que tinham, capaz de fazer frente ao (até Abril) candidato vencedor. Claro que para esta decisão contou o voluntarismo do Dr. Mário Soares cujo ego só suplantado pela sua capacidade de analisar Portugal como se fosse uma criação sua.
Sobre este assunto, a grande preocupação deverá ser sobre se este senhhor conseguirá, através de um discurso populista e fácil voltar a ser presidente. Perante um país que se recusa a fazer sacrifícios, não me custa acreditar que ganhe as eleições aquele que prometer mais "vida fácil".
Sobre a Ota e o TGV Penso que estamos todos de acordo.
Quanto à actuação do governo, tem como principais ministros dois gastadores crónicos (obras públicas e economia) e parece estar a entrar numa fase "Santana" onde cada ministro tem a sua gaffe e a coordenação é pouca. A única coisa em que estes ministros parecem concordar é em realizar os projectos que todo o país rejeita.
4) Sobre o BE, devo dizer que me impressiona o descaramento com que um professor de economia usa argumentos populistas que ele próprio sabe que são baseados em mentiras fáceis. Este senhor aprendeu, oportunisticamente, que ser demagogo compensa e percebeu que para ser entendido pelo povo devemos ter uma conversa tão semelhante quanto possível a uma conversa de paragem de autocarro entre duas senhoras com zero conhecimentos económicos:
"O estado é que devia pagar esta pouca vergonha...eles tiram-nos tudo... a minha doença é culpa do SNS, e do estado..."
Tivemos um momento destes quando este senhor disse, perante um dos muitos cenários de incêndio : " O estado devia assumir as responsabilidade de incentivar o associativismo Florestal e, caso os proprietários florestais não se responsabilizem pela limpeza do terrenos florestais, o estado devia comprar esses terrenos para poder limpá-los e assim evitar fogos".
Não contente com ignorar o problema do défice e atribuir mais responsabilidades ao estado (provavelmete quereria um sovkov florestal), ainda propôe nacionalizações. É ridículo e oportunista demais.
Este cenário político é a antitese do que país precisa e parece que ninguém se preocupa com que o país precisa. Continuo a ver muita gente a querer guardar muitos privilégios incomportáveis.
Tiago
Tuesday, August 02, 2005
Monday, August 01, 2005
Saturday, July 30, 2005
Terrorismo II
A solução para o terrorismo não passa por acções radicais. Não é através de atitudes que fomentam o ódio e o extremismo que se resolve um problema que, tendo como base um cenário de choque cultural, não é representativo das relações que ligam o ocidente ao mundo árabe. Não é expulsando as figura proeminentes do islão que vamos caminhar no sentido correcto. Muito pelo contrário. A nossa sociedade tem como pressuposto basilar um determinado conjunto de axiomas sociais, incontestáveis!, que se sobrepõem a qualquer crença ou religião. Não no sentido mais lato da questão; mas no que se cinge à nossa convivência. Independentemente do credo ou cultura de base de cada indivíduo ou comunidade, existem regras e valores que regulam o nosso quotidiano comunitário e que visam a integridade do indivíduo e da própria sociedade. Estes valores têm que ser respeitados por todos. Independentemente da religião que professam. É este o espírito que temos que incutir às pessoas que querem ser “absorvidas“ pelo ocidente.
Estimular a aproximação tem efeitos a curto e longo prazo. Reduz as diferenças. É inevitável que os muçulmanos interiorizem os valores de tolerância que foram conquistados pelo ocidente. Claro que teremos sempre os que se sentem ostracizados, os que se sentem isolados e recorrem a medidas extremas. Mas não será certamente por causa deste grupo de sectários que será posto em causa um valor primordial, um bem inquestionável.
A outra vertente deste flagelo prende-se exactamente com o fenómeno concreto do acto terrorista – e não com o choque cultural em toda a sua abrangência. Aqui a resposta do ocidente não pode ser definida por nenhuma espécie de comiseração. Temos que assumir uma postura de “mão de ferro” perante os responsáveis deste holocausto. “Eliminá-los” do sistema.
Luís
Estimular a aproximação tem efeitos a curto e longo prazo. Reduz as diferenças. É inevitável que os muçulmanos interiorizem os valores de tolerância que foram conquistados pelo ocidente. Claro que teremos sempre os que se sentem ostracizados, os que se sentem isolados e recorrem a medidas extremas. Mas não será certamente por causa deste grupo de sectários que será posto em causa um valor primordial, um bem inquestionável.
A outra vertente deste flagelo prende-se exactamente com o fenómeno concreto do acto terrorista – e não com o choque cultural em toda a sua abrangência. Aqui a resposta do ocidente não pode ser definida por nenhuma espécie de comiseração. Temos que assumir uma postura de “mão de ferro” perante os responsáveis deste holocausto. “Eliminá-los” do sistema.
Luís
